Blog do Espião


Noite de natal, ano 2002, logo após a passagem da meia noite de 24 para 25, todos comiam seu peru com arroz, alegremente, descontraídos e até perdidos no tempo, enquanto alguns ficavam maquinando planos audaciosos para o final dessa noite, eu fiquei na parte dos alegre-descontraídos e não reparei que boa parte já tinha tudo certo.

Todo mundo após o jantar saindo para suas casas e os pensadores tiveram a idéia de dar uma volta na praça próximo a casa da festa, deram aquela volta “rappa”, aquela volta que não deixa de ver nenhum detalhe, ficaram tristes pois não tinha nada naquele local, nenhuma alma viva, somente a viatura rondando, então todos voltarão a estaca zero, do ponto onde tudo começou eles maquinaram outro plano, todo mundo dormiu na casa da festa, que por sinal era a minha e ficaram mais de cinco “cabas” no computador no “mirc” batendo papo com pessoas desconhecidas, eu fui dormir, depois foram o Buchecha e o Denis, eles em dois colchões no chão e eu na cama, enquanto o Eduardo e o João Paulo continuavam no computador.

Eu acordei com o papo deles comentando sobre uma garota da intenet, o Eduardo dizia:”Vai jp, pergunta o tel dela que a gente liga é agora”. Nessa hora eu até fiquei sentado pois o Eduardo era só empolgação.

O jp escreve e aparece na tela, diz teu tel? E ficaram na expectativa, de repente ela aparece na tela...2..puft...faltou energia bem na hora.

O Eduardo ficou doido, começou a espernear e ficar pulando na minha cama, o jp e eu ficamos rindo bem alto e de repente o Eduardo chega perto da janela que estava aberta e falava bem baixo enquanto se aproximava: “Maxo, é nessas horas que dá vontade da gente gritar bem alto!”, Ele respirou bem fundo, pegou na grade da janela e gritou:”Coelce feládapuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuta”.

Nesse momento eu perdi todo o meu critério da madrugada, em plena quatro da manhã eu dei uma risada junto com o jp que foi mais alto que o grito dele, ninguém se agüentou todo mundo foi acordando pela casa, nessa hora até o vizinho acordou rindo.

Esse dia eu guardo com alegria na minha mente, com tanta falta desse sentimento me encontro falando não só desse caso, mais outros fatos, com outras pessoas tentando puxar um pouco dessa motivação que eu tinha antigamente para os dias atuais.



Escrito por Diego Espião às 00h21
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